O mercado para a geração de energia eólica por miniturbinas cresceu 26% nos Estados Unidos no ano passado, tendo agregado uma capacidade instalada de 25,6MW no período. Foram vendidas 7,8 mil unidades de equipamentos do tipo, somando receitas de US$139 milhões para os fornecedores. Com esse desempenho, o país chegou a uma potência de 179MW em máquinas eólicas para microgeração em funcionamento, distribuídos em 144 mil unidades.
Os números constam de um relatório da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA, na sigla em inglês), segundo o qual 13 multinacionais, incluindo empresas sedidadas nos EUA, ultrapassaram a barreira do 1GW em turbinas de pequeno porte vendidas. A entidade também aponta uma mudança, com as iniciativas migrando de um cenário de pequenas turbinas isoladas para uma política atual de empreendimentos maiores, mas conectados à rede elétrica.
"Unidades on-grid corresponderam a mais de 90% da capacidade de mini-eólicas pela primeira vez. Nove dos dez modelos líderes vendidos nos Estados Unidos são conectados à rede", explica o estudo da AWEA. Com isso, embora cresça o montante de energia proveniente da mirogeração e as receitas com vendas, caem os números de máquinas comercializadas. O levantamento ainda mostra que o custo médio de cada kW de microeólicas instaladas nos Estados Unidos em 2010 foi de US$5,4 mil.
No país, os governos federal, estadual e agências locais, juntamente com o Departamento de Agricultura e Energia Rural somaram US$43,7 milhões em créditos tributários, empréstimos, garantias e assistência para empreendimentos na área. Esses recursos ajudaram a viabilizar 19,2MW em pequenas eólicas. A estimativa do relatório é de que essa indústria responda por 1,5 mil empregos no país.
Brasil
Por aqui, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou a discutir o assunto, colocando em audiência pública uma regulamentação para a microgeração de energia conectada à rede. Pela proposta do órgão, quem investir em pequenas eólicas ou solares poderá trocar a sua produção por créditos na fatura.
Fonte: Jornal da Energia 27/9
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