Dias após a gigante de energia espanhola Iberdrola manifestar preocupação com o déficit que vem sendo causado pelos incentivos à energia solar em seu país, o Reino Unido divulgou a intenção de tomar medidas concretas para reduzir o sobrecusto nessa área. Nesta segunda-feira (31/10), o governo britânico apresentou uma proposta para a redução das tarifas feed-in pagas pela produção de painéis solares instalados em residências.
De acordo com comunicado oficial, "uma ação urgente é necessária para colocar a indústria solar em um caminho mais estável, claro e sustentável, evitando altos e baixos e protegendo o sistema de tarifas feed-in". Para o ministro de Mudanças Climáticas e Energia, Greg Baker, a menor remuneração vai manter o orçamento da pasta sob controle, além de refletir a redução no próprio custo da tecnologia, uma vez que os painéis solares estão cada vez mais baratos.
"O custo de um sistema comum fovotoltaico caiu ao menos 30% desde o início do programa - de 13 mil libras em abril de 2010 para 9 mil libras agora. Se o governo não tomar uma atitude, em 2014-2015 as tarifas-prêmio estarão custando 980 milhões de libras ao ano para os consumidores, adicionando cerca de 26 libras às contas anuais de energia das residências", explicou o ministro. Pelas contas de Baker, as alterações no programa farão com que o orçamento para as tarifas feed-in fique entre 250 e 280 milhões de libras em 2014-2015, reduzindo o impacto sobre as contas em cerca de 23 libras.
As novas tarifas serão válidas para as instalações que começarem a operar depois de 12 de dezembro de 2011. Alguns painéis terão ainda direito à remuneração nos patamares atuais até abril de 2012. Já os consumidores que já vendem a produção dos painéis à rede no regime antigo não sofrerão alterações por 25 anos. A estimativa do Reino Unido é que os consumidores que instalarem as placas fotovoltaicas terão uma taxa de retorno de entre 4,5% e 5%, sem impostos.
Fonte: Jornal da Energia 31/10
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