quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fabricantes de chineses de turbinas eólicas preparam desembarque no Brasil

Três das maiores fabricantes de aerogeradores da China devem desembarcar no Brasil no próximo ano. A informação é da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que apresentou a previsão durante reunião com a imprensa nesta quarta-feira (09/11), em São Paulo.
Em recente visita à China para evento do setor, a diretoria da associação se reuniu com os executivos da Sinovel Wind Group, que já está instalada em um escritório em São Paulo, com a China Guodian United Power Tecnology Company, que avalia o melhor Estado brasileiro para construir sua fábrica, e com a Goldwind Science & Tcenology. Essas três, juntas, são responsáveis por 75% do mercado eólico naquele país.
“Hoje, o que se vê na China é uma evolução rápida do setor eólico. Por lá, já estão instaladas as gigantes do setor como a GE e outras. Por isso, o Brasil se tornou o 'radar' para negócios", disse o vice-presidente da Abeeólica, Lauro Fiúza.
Durante a visita, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, apresentou o setor elétrico brasileiro aos participantes do evento. Com isso, outras duas chinesas também estudam a possibilidade de aportar no mercado latino-americano: a Envision Energy e a Sany Eletric.
“O que nós precisamos neste momento é a criação de uma rede de pesquisas, de centros de tecnologia, independente da natureza, e que o ativo venha para o Brasil. Hoje, o que se vê é um mercado multilateral e quem decidir vir para o Brasil terá que se adequar à economia", avaliou o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões.
Durante a apresentação dos negócios realizados no país asiático, os executivos do setor eólico não esconderam a grande expectativa com crescente movimento que ocorre na indústria. A possibilidade da chegada dos investidores chineses tem sido vista como um grande passo.
“Para o empreendedor em negócios de energia eólica é importante que os equipamentos (aerogeradores) tenham tecnologia e qualidade, com toda assistência técnica, peças e acompanhamento do fabricante de equipamentos. Estamos falando de contratos de 20 anos e, por isso, o pós-venda é importante”, disse Fiúza. “Na eólica, a formação de preço é uma coisa, a quantidade de energia tirada é outra. Por isso, é importante que equipamentos com tecnologia gerem mais energia. O que encarece a energia eólica são os financiamentos", completou.
A diretoria da Abeeólica reconhece que ainda falta muito para que o mercado brasileiro seja tão competitivo como é o chinês na questão de tecnologia em equipamentos, mas diz que o Brasil está entre as quatro nações que mais crescem no setor. "Ficamos atrás da China, Estados Unidos e Índia. Somente a China atingiu 52GW de potência instalada e cresce de 16 a 18 GW ao ano. Isso mostra o avanço de geração eólica por lá. O governo chinês já está pensando em criar um orgão regulador para o setor", detalhou Simões.
No Brasil, a previsão do setor é que, se mantido o atual ritmo de contratação, o segmento deve atingir 25GW de potência instalada até 2020. "Para que o setor cresça e o preço da energia eólica fique mais baixo, será preciso um empenho do governo federal", finalizou Fiúza.
Fonte: Jornal da Energia 09/11

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