A dinamarquesa Vestas, que atua na produção de turbinas para geração de energia eólica, anunciou nesta terça-feira (22/8) que aumentará as demissões já previstas para este ano. A notícia vem devido a previsões de que "2013 será um ano ainda mais difícil que 2012", o que levará a companhia a adotar medidas para aumentar os cortes de custos programados.
A meta da empresa era reduzir 150 milhões de euros em custos, mas esse objetivo agora passou para 250 milhões. A empresa, que atualmente tem 21,7 mil empregados no mundo, pretende chegar ao final deste ano com apenas 19 mil. A escalada de demissões, inclusive, foi acelerada e está à frente do cronograma. Cerca de 1,1 mil pessoas devem deixar a companhia até o final de setembro e cortes extras estão previstos para a reta final do ano.
"A redução maior da força de trabalho é parte de nossos contínuos planos para reduzir custos, no que a Vestas tem trabalhado desde novembro de 2011", explicou o CEO da fabricante, Ditlev Engel. "Sempre é triste ter que dizer adeus a bons colegas na Vestas, mas já haviamos dito que 2012 seria difícil e 2013 será ainda mais duro para a Vestas. Para alcançar nossa meta de fazer 2013 rentável, isso é, infelzimente, necessário".
O vice presidente de RH da empresa, Roald Steen Jakobsen, apontou que a prioridade é "manter funções que estão diretamente ligados a vendas ou geração de negócios". E disse que as 55% das demissões serão feitas na Europa, Oriente Médio e África; 25% acontecerão na região asiática do Pacífico; e outros 20% nas Américas.
"Isso está baseado em uma previsão de entregar cerca de 5GW em turbinas ao longo de 2013, o que vai resultar em uma atividade significativamente menor, para a qual a companhia naturalmente vai ter que se adaptar", resume a empresa em nota à imprensa. Em 2011, a Vestas registrou 7,4GW em pedidos. Em 2012, a dinamarquesa espera fechar com algo entre 7GW e 8GW.
Fonte: Jornal da Energia 22/08
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