terça-feira, 11 de setembro de 2012

Com Light e Cemig, Renova vê sinergias para geração solar

A Renova Energia iniciou um processo de preparação para atuar com no setor solar – tanto em grandes parques como na chamada microgeração. Para isso, o primeiro passo foi alterar o estatuto social e incluir novas atividades no campo de atuação. Agora, estão em andamentos estudos para saber quais os melhores meios de monetizar a energia do sol.
“Temos um time de negócios formado analisando qual a possibilidade de expansão, qual elo da cadeia a Renova vai ocupar. O que tem mais a ver com a gente e a maior possibilidade de retorno. E isso pode ser desde a parte fabril até a geração, seja em larga escala, seja na geração distribuída”, aponta o diretor financeiro, Pedro Pileggi.
Uma das possibilidades, porém, seria usar o expertise e a plataforma de clientes das distribuidoras de energia Light e Cemig. Isso porque a Light faz parte do controle da Renova e é, por sua vez, controlada pela Cemig. Juntas, essas empresas somam cerca de 10 milhões de clientes no Rio e em Minas Gerais.
“A primeira percepção é de que elas ajudariam muito. Porque a microgeração não é algo elementar para o consumidor. Então quando você presta esse serviço associado a um fornecedor secular, ele sabe que pode entrar nesse negócio, existe um relacionamento”, analisa Pileggi.
Par ao executivo, também há “potenciais sinergias” para manutenção de equipamentos, faturamento de clientes e uso de dados sobre inadimplência. “Também é preciso lembrar que a geração distribuída representa, a curto prazo, uma perda de receita para a distribuidora. Fica algo mais sustentável se você perde daqui, mas ganha dali”.
Ao mesmo tempo em que faz essas análises, a Renova tem medições de irradiação solar na área de seus parques eólicos na Bahia. “Ali tem uma das maiores irradiações do Brasil e a característica dos projetos é parecida com a dos eólicos. Projetos com escala, baixo custo e muita eficiência”, revela o diretor.
O executivo ainda afirma que, sendo um grande player, é possível comprar equipamentos em volume, o que reduz custos. E ressalta que os preparativos para entrar na área solar estão à toda. “Esse setor pode parecer algo muito para o futuro, mas para quem quer atuar nele... as decisões têm que ser tomadas agora”.
Fonte: Jornal da Energia - 06/09

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