segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Primeiro leilão eólico pode fazer fonte deslanchar no Brasil

Na próxima segunda-feira (14/12), o Brasil poderá deixar para trás de um vez por todas a fama de País que detém um gigantesco potencial eólico (300 mil MW) inexplorado. Mais de três centenas de parques eólicos vão disputar aquele que será o primeiro leilão específico da fonte. Em jogo, estarão 10.005MW, mas o certame que será realizado nas dependências da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em São Paulo, deverá contratar somente uma parte deste montante.
O governo já sinalizou várias vezes que a quantidade de energia a ser contratada deve ficar em torno de 2 mil MW. Comparado aos atuais 600MW de usinas eólicas em operação, a nova oferta representará um salto da fonte. O custo da energia ficará abaixo de R$189 por MWh, valor estipulado como preço-teto pelo Ministério de Minas e Energia. Vence quem oferecer os maiores deságios sobre o valor estabelecido. Os contratos de compra e venda de energia terão 20 anos de duração, a partir de 1º de julho de 2012, ano previsto para o início do suprimento.
Especialistas do setor apontam este primeiro leilão como a mola propulsora para a chegada de grandes players da indústria eólica. Multinacionais como GE e Siemens já anunciaram a implantação de plantas fabris no Brasil. O refresco dado pelo Ministério da Fazenda, que zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados para aerogeradores, também deve animar os investidores.
A Aneel não divulgou a lista de empreendedores que efetivamente aportaram garantias para o certame. O preço inicial arrojado fixado pelo MME deve afastar muitos projetos da disputa. A gigante portuguesa EDP, por exemplo, já desistiu do leilão. Outros players menores vão competir somente com alguns projetos.
Dos 339 empreendimentos habilitados para o leilão da próxima segunda, 108 projetos estão no Ceará, com potência total de 2.515 MW, 105 no Rio Grande do Norte, com capacidade de 3.629 MW, e 67 no Rio Grande do Sul, com 2.238 MW. O restante está distribuído entre os estados da Bahia (1.004 MW), Espírito Santo (153 MW), Piauí (336 MW), Santa Catarina (75 MW) e Sergipe (54 MW).
Fonte: Jornal da Energia

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