Para a especialista, que conversou com o Jornal da Energia antes do evento EnerSolar, em São Paulo, essa seria uma 'ideia de girico'. Gabriela acredita que ainda não faz sentido apostar na produção local, uma vez que há elevada oferta de equipamentos solar no exterior, "com qualidade e a custos menores".
"Essa corrida para estabelecer fábricas aqui é por causa dessa dificuldade de importar no Brasil e captar financiamento para os projetos. Ao invés de abrir fábricas aqui, o mais interessante para o setor seria flexibilizar as importações dos equipamentos", analisa.
A especialista da Bloomberg destaca a representatividade dos chineses nesse mercado - players que, com grande competitividade, impossibilitam uma competição. "Em 2006, o Japão era um dos líderes no mercado de energia solar, com quase um quarto de market share. Nos últimos cinco anos, todos os países estão perdendo espaço para os chineses." Segundo ela, simplesmente não dá pra competir. "Se os Estados Unidos não têm como competir você acha que o Brasil tem? Modestamente, não tem."
De acordo com Gabriela, a única realidade da fonte viável no Brasil hoje é para aplicações de pequeno porte. "O mercado de energia solar por aqui é geração distribuída: residencial, comercial; não de grande escala, como teve gente tentando investir."
Os números mostram a expansão recente do setor fotovoltaico. Em 2006, a produção de equipamentos para energia solar foi de 2,5GW, contra 43GW em 2011. Atualmente, 60% desse mercado pertence aos chineses.
Cenário renovável
Quando o assunto é investir em energia renovável, a especialista da Bloomberg garante que o Brasil lidera o ranking de oportunidades na América Latina, seguido de Nicarágua e Panamá. "Fizemos um ranking com 26 países apontando onde é o melhor lugar para se investir em energia renovável: e o Brasil é o primeiro."
Ainda assim, Gabriela tem uma visão não tão otimista sobre os preços muito baixos praticados nos últimos leilões de energia eólica. Entre os projetos vencedores dos leilões de 2011, a executiva acredita que entre 40% e 50% estão em área de risco, com retorno abaixo de 10% do investimento.
"Acho que tem muita gente que entrou, conseguiu ganhar contrato e não vai colocar os parques em pé. Esses projetos, considerados de risco, ou vão ser adiados ou devolvidos. Não vão entrar em operação", arrisca.
Fonte: Jornal da Energia 12/07
Quando o assunto é investir em energia renovável, a especialista da Bloomberg garante que o Brasil lidera o ranking de oportunidades na América Latina, seguido de Nicarágua e Panamá. "Fizemos um ranking com 26 países apontando onde é o melhor lugar para se investir em energia renovável: e o Brasil é o primeiro."
Ainda assim, Gabriela tem uma visão não tão otimista sobre os preços muito baixos praticados nos últimos leilões de energia eólica. Entre os projetos vencedores dos leilões de 2011, a executiva acredita que entre 40% e 50% estão em área de risco, com retorno abaixo de 10% do investimento.
"Acho que tem muita gente que entrou, conseguiu ganhar contrato e não vai colocar os parques em pé. Esses projetos, considerados de risco, ou vão ser adiados ou devolvidos. Não vão entrar em operação", arrisca.
Fonte: Jornal da Energia 12/07
Nenhum comentário:
Postar um comentário