sábado, 18 de agosto de 2012

Indústria solar europeia elogia adoção de net metering no Brasil

A Associação da Indústria Fotovoltaica Europeia (Epia, na sigla em inglês) elogiou a regulação escolhida no Brasil para a microgeração de energia. O presidente da entidade, Murray Cameron, disse que o chamado net metering - em que a energia gerada pelo consumidor rende créditos nas próximas faturas em igual proporção - foi correta e garante o retorno dos investimentos em fontes renováveis.
O executivo também disse que está na hora de os próprios europeus pensarem além da tarifa feed in - que remunera a geração de fontes renováveis por preços fixos e subisidiados - e buscar novas formas de tarifação. Até pelo próprio barateamento das usinas com a expansão da tecnologia.
“Já amadurecemos para isso”, afirmou Cameron, que participou do Intersolar, em São Paulo, nesta quarta-feira (15/8). Um dos caminhos pensado pela associação e que poderia adotado nos países europeus é o próprio net metering.
Murray ainda afirmou que é a indústria europeia quem terá que mostrar para o Brasil as vantagens das instalações solares. “Nós temos a experiência do que funciona e o que não funciona. Estamos prontos para conversar e mostrar para a indústria brasileira as vantagens, e o reflexo nos empregos para o País”.
Ele lembrou, por exemplo, que ainda nos anos 90 a Alemanha enfrentou dúvidas sobre a capacidade de a geração fotovoltaica sustentar a rede e a possibilidade de abandonar a energia nuclear. Hoje, a opção de abandonar as usinas atômicas foi selada e os investimentos em renováveis têm aumentado.

Estudo
A associação coordenou um estudo que listou 66 países que estariam estabelecidos em uma grande faixa solar. Esses países correspondem a uma população de 5 bilhões de pessoas, com alto PIB e consumo de eletricidade correspondente a 30% da carga mundial. Entre eles, a associação destacou quatro que apresentam com grandes possibilidades de expandir a produção fotovoltaica: Índia, Brasil, México e China.
Fonte: Jornal da Energia 15/08

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