A MPX Energia surpreendeu nesta quarta-feira (15/8) ao anunciar em teleconferência que participará dos leilões de energia deste ano com térmicas a gás e parques eólicos. Até pouco tempo atrás, a empresa não tinha porfólio de usinas a vento e nem disponibilidade de combustível para novas térmicas.
As reviravoltas, porém, vieram nos últimos instantes. No início deste mês, a empresa anunciou a aquisição de 600MW em projetos eólicos no Rio Grande do Norte; e, agora, revelou que uma revisão no plano de desenvolvimento de seu campo de gás Gavião Real, no Maranhão, permitirá o desenvolvimento imediato de novas térmicas.
Com isso, a companhia cadastrou 363,2MW em usinas a gás natural nos leilões A-3 e A-5 e mais 158,7MW em plantas a vento. O presidente da empresa, Eduardo Karrer, ainda mostrou grande confiança em assegurar a venda de energia eólica no certame.
"O projeto tem alto fator de capacidade, com 48%, conexão com a rede básica a trinta quilômetros (de distância), direitos fundiários assegurados... e acabamos de receber as licenças ambientais. Não tenho dúvida de que esse complexo dará muita alegria na caminhada das eólicas, tanto para nós quanto para a E.On, dentro de nossa joint venture", apontou, referido-se à parceria fechada entre o grupo MPX e a gigante alemã E.On.
O diretor júridico do grupo, Bruno Chevalier, disse que os projetos eólicos "são muito competitivos e contam com bastante tempo de medições (de vento)". Além disso, técnicos da E.On com grande expertise na área ajudaram a analisar os dados e deram "conforto adicional" aos empreendimentos. Segundo o diretor, as taxas de retorno devem ficar "na parte de cima dos retornos médios para o setor eólico".
Outra estratégia da empresa é manter uma parte da potência das usinas para a venda no mercado livre, onde podem ser obtidos preços mais vantajosos que os praticados nos leilões promovidos pelo governo. O diretor de comercialização da MPX, Xisto Vieira Filho, revelou que a ideia é escoar isso por meio da comercializadora do grupo, fazendo um mix com outras fontes de energia que a empresa tem em carteira.
Fonte: Jornal da Energia 15/08
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